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18 April Yule - O Nascimento da Criança da PromessaYule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei Sol, a Criança da Promessa) que chega.
O Solstício de Inverno, Yule, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.
Muitos pagãos celebram Yule como o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.
Esse Sabbat representa o retorno da Luz. Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento A Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade á Terra. Yule é o tempo de Celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas Tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.
Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de "Ramo Dourado". Os Druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.
Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É momento de contar histórias, cantar e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
O tema desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira ou de velas. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de Ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.
Adaptado de Wicca a Religião da deusa (Claudiney Prieto) 15 April Samhain - A Morte do DeusSamhain, festejado em 31 de outubro no hemisfério Norte e em 1º de maio no hemisfério Sul, é o Ano-Novo dos Bruxos. Esse dia sagrado é conhecido por inúmeros nomes. Para muitos, talvez, o mais conhecido seja Halloween. Para nós, Bruxos, é a festa na qual honramos nossos ancestrais e aqueles que já tenham partido para o País de Verão.
Essa é a noite em que o véu que separa o mundo material do mundo espiritual encontra-se mais fino e o contato com nossos ancestrais torna-se mais fácil. É também o momento tradicional para celebrar a última das colheitas e se preparar para o verão.
O poder de magia pode ser sentido no ar, nesta noite. O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. Os espíritos daqueles que já partiram para outro plano são mais acessíveis durante a noite de Samhain.
Samhain ocorre no pico do outono. É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra. O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará. Essa é a última colheita, o tempo em que os antigos povos da Europa sacrificavam seus gados e preservavam sua carne para o Inverno, pois esses animais não podiam sobreviver em grande escala neste período do ano devido ao frio vindouro. Só uma pequena parte, os mais viris e fortes, era mantida para o ano seguinte.
Samhain é a noite em que o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas. O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, de acordo com as medições feitas através das antigas pedras da Britânia e da Irlanda, razão pela qual os Celtas escolheram esse Sabbat, em vez de Yule para representar o Ano-Novo. Para os Antigos Celtas, esse dia sagrado dividia o ano em duas estações, Inverno e Verão. Samhain era o dia no qual começavam o Ano-Novo Celta e o Inverno, por isso era um tempo ideal para términos e começos. É o dia ideal para honrar os mortos, pois nele os véus que separam os mundos estão mais finos. Aqueles que morreram no ano passado e aqueles que estão reencarnando passam através dos véus e portais nesse dia.
Em Samhain o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.
Samhain é um festival do fogo e é a entrada para a parte sombria e fria da Roda do Ano. É em Samhain que as fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (País de Verão). É o tempo de lembrarmos com amor àqueles que partiram para o outro lado, por isso é chamado de a Festa Ancestral. Toda a família, ou grupo, se reúne para reverenciar os que já partiram. É muito comum nesse Sabbat se realizar uma ceia em silêncio, conectando-se com aqueles que já cruzaram os portais dos mundos.
Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.
Adaptado de Wicca a Religião da deusa (Claudiney Prieto) 13 April Sabbats - Os Momentos de PoderExistem oito datas pré-determinadas durante o decorrer do ano nas quais os ciclos da Natureza são celebrados. Essas datas são chamadas de Sabbats. Para nós, o ano é uma grande Roda sem começo nem fim e por isso os oito Sabbats, que juntos formam a"A Roda do Ano" da religião Wicca, possuem grande significado para os Wiccanos e é uma das chaves principais para o entedimento de nossa religião.
A Wicca vê uma relação profunda entre o ser humano e o ambiente onde ele vive. Nós, Bruxos, acreditamos que a Natureza é a própria manifestação da Deusa e, dessa forma, nada mais lógico do que celebrar as mudanças que ocorrem nela.
A Roda do Ano é vista como um ciclo ininterrupto de vida, morte e renascimento. Assim, reflete a passagem das estações do ano, as mudaças interirores e exteriores provocadas por elas e a nossa própria ligação com o mundo. Para nós tudo aquilo que vive e respira é divino e, ao percebemos nossa ligação com o mundo, celebramos a vida através das mudanças das estações do ano, pois é dessa forma que estabelecemos contato com os Deuses. Quando celebramos um Sabbat, atraímos as energias do mundo natural e de nossas próprias vidas para dentro de nós, pois dessa forma alcançamos a unidade com o mundo divino.
O significado dos Sabbats mudou muito através dos tempos, e hoje é quase impossível imaginarmos como era importante para nossos ancestrais uma farta colheita e como ela era festejada. Atualmente a maioria de nós não tem de plantar seu próprio alimento, e assim as mudanças dos ciclos sazonais nos passam quase que despercibidamente. Porém, para nós, Pagãos, o resgate da observação das mudanças sazonais é vital, pois mudanças na Natureza representam mudanças em nossa própria vida, ja que somos parte da Natureza.
Qualquer pessoa que siga a Wicca está afirmando sua convicção na sacralidade da Terra e, portanto, reconhecendo a dependência da Terra para a nossa própira sobrevivência. Um Bruxo procura sempre conectar a Natureza em todas as suas manifestações, mas também sentindo o fluxo dela em nós e as nudanças provocadas no cotidiano através dela. Os Mistérios da Deusa e do Deus e seus diferentes aspectos estão contidos em cada estação. A Roda do Ano simboliza a história ancestral da Deusa e do Deus e o ciclo morte renascimento do seu Filho e Consorte, simbolizado pelo próprio Sol.
A Roda do Ano é composta de oito festividades distintas, porém interligadas;os Equinócios e Solstícios são chamados de Sabbats Menores e marcam a trajetória do Sol pelo céu. Os outros quatro festivais fixados em datas pré-determinadas são chamados de Sabbats Maiores e celebram o ciclo agrícola da Terra, marcando a semeadura, o plantio e a colheita. Os nomes dos Sabbats variam de Tradição para Tradição, mas os mais comuns são:
SHAMAIN: Celebrado no dia 1º de maio no hemisfério Sul e no dia 31 de outubro no hemisfério Norte.
YULE: Celebrado por volta do dia 21 de junho no hemisfério Sul e por volta do dia 21 de dezembro no hemisfério Norte.
IMBOLC: Celebrado no dia 1º de agosto no hemisfério Sul e no dia 2 de fevereiro no hemisfério Norte.
OSTARA: Celebrado por volta do dia 22 de setembro no hemisfério Sul e por volta do dia 21 de março no hemisfério Norte.
BELTANE: Celebrado no dia 31 de outubro no hemisfério Sul e no dia 1º de maio no hemisfério Norte.
LITHA: Celebrado por volta de 21 de dezembro no hemisfério Sul e por volta do dia 21 de junho no hemisfério Norte.
LAMMAs: Celebrado no dia 2 de fevereiro no hemisfério Sul e no dia 1º de agosto no hemisfério Norte.
MABON: Celebrado por volta do dia 21 de março no hemisfério Sul e e por volta do dia 22 de setembro no hemisfério Norte.
Adaptado de Wicca a Religião da deusa (Claudiney Prieto) 08 April Alguns conceitos básicos sobre o Deus O Deus Cornífero - O Senhor da Natureza
O Deus, em igualdade com a Deusa, é representado pelo sol que brilha sobre nossas cabeças. É cultuado como a fonte de toda a vida, o calor que faz a semente germinar, derramando seus raios de ouro, afugentando as Trevas. O Deus Cornífero é o Deus Fálico da fertilidade, o Senhor das Matas, e geralmente é representado por um homem com cabeça de humano e com pernas e chifres de cabra ou cervo. Ele também é o Deus que morre e sempre renasce, seus ciclos de morte e vida representam a nossa própria existência. Ele é a outra polaridade da energia Divina, a força masculina, o fertilizador, o amor.
O culto ao Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso, ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos.
O Deus Cornífero simboliza a força masculina da Natureza. Ele é a contraparte da Deusa. Nós, Wiccanos, vemos o Deus representado pelo Sol. Desde tempos imemoráveis, as mudanças das estações foram percebidas como padrões diferentes do calor do Sol ou, então, do Deus. Nós, bruxos, celebramos as mudanças das estações com rituais especiais, chamados de Sabbats. Embora o Sol e o Deus ainda sejam vistos como originadores dessas mudanças, a Deusa também é venerada nessas ocasiões, pois é através Dela (a Terra) e Dele (a semente fertilizada e o Sol fertilizador) que todos seremos nutridos.
O Deus não é um Deus vingativo, transcendente, ideológico. Ele é forte e poderoso, mas não deve ser temido. O corpo Dele é de um homem, mas os seus pés são patas, e os chifres capturam os poderes dos céus, do Sol e das estrelas. Ele é o Deus do constante renovar, do movimento eterno, e é considerado a própria força crescente de vida. O Deus Cornífero é o caçador, o guerreiro, o gerador, o Rei da terra, e representa ao mesmo tempo as mudanças e verdades.
É o Deus visto com características duais. Ele é o Deus do Verão e do Inverno. Ele é o Rei do Sol, o Rei do milho e o Homem Verde, honrados no Verão. Ele é o Senhor do Submundo, o Caçador, o Pastor e o Curandeiro, na sua face do Inverno. Ele é o Sol renascido no Solstício de Inverno que traz vida e alegria, mas também o Senhor da Luz e da Morte.
Adaptado de Wicca a Religião da deusa (Claudiney Prieto) 05 April Alguns conceitos básicos sobre a DeusaA Deusa - A Divindade Criadora
A adoração à Deusa foi a primeira religião estabelecida pelos seres humanos. Muitas evidências arqueológicas, que incluíam estátuas, amuletos, cerâmicas, pinturas nas cavernas e outras imagens indicando a veneração à Deusa, foram descobertas, comprovando a existência de um culto primordial, no qual uma Divindade Criadora feminina era adorada.
A Deusa é o princípio Divino Feminino, a Divindade suprema adorada nas práticas Pagãs, Ela foi adorada ao redor do mundo por milhares de anos, até ser silenciada através das religiões patriarcais. Mas aos poucos, a Deusa e seus cultos estão ressurgindo e contando com uma grande "popularidade" novamente.
É difícil definir a Deusa em alguns parágrafos, mas a versatilidade é uma de suas características mais interessantes. A Deusa não é necessariamente vista como uma pessoa, mas como uma força multifacetada de energia que se expressa em uma variedade de formas distintas.
Ela é a Deusa Criadora de todas as coisas e, ao mesmo tempo, a destruidora. É através Dela que todas as coisas provêm e a Ela tudo um dia retornará. A Deusa está contida em tudo e vive na Terra, nos céus, no mar, em cada botão de flor, em cada pingo d'água e em cada grão de areia. Ela não é um Ser distante e intocável, mas sim uma Divindade que esta aqui conosco, vive e se manifesta em cada um de nós. Elá é você, Ela é eu, Ela é tudo e todos.
Nas práticas Pagãs, a Deusa possui três aspectos distintos. A Triplicidade da Deusa se refere a três estados distintos da mesma Divindade. Cada um desses aspectos possui características particulares, distintas das outras, e cada uma delas traz a possibilidade de serem relacionadas com aspectos internos de nossa Psique.
A conexão com a Deusa é um processo vital na religião Wicca, pois a Deusa é a Grande Criadora e mantenedora da vida. Segundo a crença Pagã, a Deusa possui três faces, a Donzela, a Mãe e a Anciã. Essas faces estão ligadas as três fases da Lua trabalhadas na Bruxaria ( Lua Crescente, Cheia e Minguante ), e aos três ciclos de nossa vida ( A Infância, a Maturidade e a Velhice).
Entrar em contato com as faces da Deusa significa saber o que esses períodos podem nos trazer de positivo e o que aprendemos e poderemos aprender com eles.
Aspectos da Donzela:
Dentre as três faces da Deusa, a Donzela ou a Virgem, como também é chamada, é a mais jovem, relacionada com os descobrimentos e aspectos mais criativos de nossa personalidade. Ela é a inocência e despreocupação, a alegria de viver. Está associada com a Primavera e é festejada em Ostara.
O termo Donzela ou Virgem, não se refere ao sentido sexual da Deusa, mas sim ao aspecto da inocência e independência. A Virgem é a dona responsável por si mesma. Este é um sentido quase inconcebível de ser compreendido por uma sociedade patriarcal, mas que era muito compreendido e aceito entre as sociedades primitivas.
O aspecto Virgem da Deusa representa a mocidade, a excitação da conquista dos desejos, e a novidade da vida e da magia. Na idade humana ela estaria entre a puberdade e os vinte anos.
Aspectos da Mãe:
A face Mãe da Deusa é tida como a da eterna doadora da vida. Esta foi uma das primeiras representações religiosas expressas pelos seres humanos.
É a esse aspecto da Deusa que estão associadas todas as imagens que foram encontradas em escavações de sítios arqueológicos, como a Vênus de Willendorf.
Algumas imagens mitológicas atribuídas à Mãe são tidas, tanto como criadoras quanto destruidoras. Podemos ver isso através da própria natureza em todos os seus aspectos.
A Mãe é aquela que se volta para a nutrição, a preocupação e a fertilidade. É uma mulher no início da vida e no cume de seu poder. Ela protege e assegura a justiça. Na idade humana, seria uma mulher por volta dos trinta anos.
Aspectos da Anciã:
Sem a Virgem não há começos, sem a Mãe não há vida e sem a Anciã não há o fim. A Deusa Anciã é o aspecto menos compreendido e o mais temido, já que nos leva inevitavelmente a refletir sobre a morte.
A Anciã foi reverenciada nas antigas culturas como regente do Submundo, visto antigamente como um lugar de descanso das almas entre as reencarnações. Obviamente todos nós nascemos e morremos, e a função da Deusa Anciã é nos acompanhar durante a última etapa de nossa vida, preparando-nos para o Outro Mundo.
A Anciã é um Ser de sabedoria da idade avançada. Ela é a Bruxa e conselheira. Preocupa-se com a Virgem e a Mãe. Ela é lógica e pode ser terrível em sua vingança. Na idade humana, ela teria aproximadamente quarenta e cinco anos ou mais.
O aspecto negro da Deusa nos ensina que, assim como tudo na Natureza se move em ciclos, nossa vida segue o mesmo fluxo, e devemos aceitar a morte como uma passagem a outro estado, tão válida e parte da vida como o próprio nascimento.
Resumindo, a Deusa é a Mãe Universal, é a fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos. Ela é a um só tempo o campo não arado e a plena colheita. Ela nos empresta a vida, mas a empresta com a promessa da morte. Mas independente de como a vemos, Ela é onipresente, imutável e eterna.
Adaptado de Wicca a Religião da deusa (Claudiney Prieto) |
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